⚡Pais invejosos
É na
adolescência que o jovem percebe que pode ser diferente e, muitas vezes,
impõe-se para sê-lo. Faz despontar talentos, possibilidades até então não
concebidas dentro de casa.
É
claro que isso pode incomodar os demais. Especialmente aqueles que se sentem
frustrados, os que não se viram capazes de lutar por aquilo que gostariam de
ser. Esses responderão com o limite autoritário, restritivo ao novo. Famílias
são instituições assimétricas, e nesse caso os mais novos, que mais dependem, levam desvantagem.
O nome disso é inveja: se não pude ou não posso ter, você também não terá. Adota-se a covardia da dissimulação, da manipulação emocional, da chantagem. E, pior ainda: da aniquilação da autonomia. Coloca-se o filho num lugar do incapaz, em vez de encorajá-los aos desafios que a vida propõe. Não é só mesquinho, é desumano. Anos depois, esses mesmo filhos serão adultos despreparados para viver, que sucumbem nos tropeço em vez de aprender com eles. Ou que lutam destemidos somente para provar a esses pais que são dignos de valor, de serem amados. É triste, limitante. Se existem maldições familiares, essa é uma das mais terríveis.
O nome disso é inveja: se não pude ou não posso ter, você também não terá. Adota-se a covardia da dissimulação, da manipulação emocional, da chantagem. E, pior ainda: da aniquilação da autonomia. Coloca-se o filho num lugar do incapaz, em vez de encorajá-los aos desafios que a vida propõe. Não é só mesquinho, é desumano. Anos depois, esses mesmo filhos serão adultos despreparados para viver, que sucumbem nos tropeço em vez de aprender com eles. Ou que lutam destemidos somente para provar a esses pais que são dignos de valor, de serem amados. É triste, limitante. Se existem maldições familiares, essa é uma das mais terríveis.
Filhos insatisfeitos⚡
Sofrer esse tipo de desautorização para viver deixa marcas
difíceis de serem reparadas. Além dessa busca louca pela perfeição, na
tentativa de serem aceitos, os filhos podem se perceber eternamente
insatisfeitos. Afinal, a ferida que tentam reparar não será sanada por cargos,
salários, diplomas, aparências. Falta de amor e atenção só se cura com amor e
atenção. No fundo, temem abandonar e serem abandonados, na medida em que deixam
para trás as velhas expectativas parentais. Sentem-se culpados, pois queriam que
todos pudessem evoluir juntos – mas nem sempre se perguntam se os demais querem
e estão dispostos a crescer.
Nesse dilema, retirar-se e recolher os próprios talentos soa
muito injusto. Manter esse mecanismo de não sermos quem somos não afasta de
nenhuma família essa maldição, e sim a perpetua. Às vezes, é o exemplo da nossa
realização que alavanca e incentiva o crescimento do outro.

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